
Copyright 2023 © Todos os direitos reservados

Notícias de SANTA FILOMENA podem ser obtidas a partir da revelação privada que teve, em 3 de agosto de 1833, a serva de Deus irmã Maria Luísa de Jesus (1799-1875), sua fervorosa devota. A irmã afirmou que Santa Filomena lhe apareceu enquanto rezava em sua cela diante de uma estatueta sua e lhe contou a história de seu martírio.
...
Filomena era a belíssima princesa da ilha de Corfu, nascida por volta de 10 de janeiro de 290 d.C. O pai, rei de um domínio da Grécia e a mãe, de sangue real, imploravam aos deuses para que lhes concedessem a graça de ter um filho apesar da própria esterilidade. Um médico romano cristão, chamado Publio, prometeu-lhes descendência, se recebessem o batismo. De fato, os cônjuges, convertidos ao Cristianismo, foram agraciados com o nascimento de uma menina, a quem deram o nome de Filomena, filha da luz da graça batismal.
Aos 13 anos, o pai a levou a Roma para encontrar o imperador Diocleciano, que ameaçava guerra ao seu reino. Diocleciano apaixonou-se imediatamente por Filomena e lhe ofereceu o trono de imperatriz de Roma. Ela, porém, aos 11 anos havia feito voto de castidade a Deus e recusou o casamento, apesar do consentimento dos pais. Motivo pelo qual foi aprisionada. Após 37 dias de cárcere, apareceu-lhe a Virgem Maria para anunciar que, passados 40 dias, seria exposta a vários martírios, dos quais sairia ilesa. E assim foi: exposta nua à flagelação, no dia seguinte foi milagrosamente curada; condenada ao martírio das flechas, estas voltaram e mataram os arqueiros; amarraram-lhe uma âncora ao pescoço e a lançaram no Tibre, os Anjos romperam a corda salvando-a, até que Diocleciano mandou decapitá-la. Era sexta-feira, 10 de agosto de 302 d.C., quando voou, triunfante e gloriosa, para o céu.
Santa Filomena de Roma é uma santa cuja vida ainda permanece misteriosa. Seus restos foram encontrados em 25 de maio de 1802 nas catacumbas de Priscila, em Roma, mas a ausência da inscrição martyr fez com que caísse a possibilidade de morte por martírio, como até então era transmitido.
Por esse motivo, ela foi removida do calendário pela Sagrada Congregação dos Ritos na Reforma Litúrgica nos anos sessenta, apesar da difusão do culto e da devoção pessoal de vários papas e santos.
No interior do túmulo foi encontrado um pequeno vaso de forma oval contendo o sangue da santa. O lóculo estava fechado por três telhas de terracota, com a inscrição pintada em cima Lumena pax te cum fi. Quem posicionou e cimentou as telhas errou a ordem de sequência que, corretamente, deveria ser: Pax tecum Filumena, ou seja, «A paz esteja contigo, Filomena». As telhas datam de um período entre o final do século III e o início do século IV depois de Cristo.
Notícias de Santa Filomena podem ser obtidas da revelação privada que teve, em 3 de agosto de 1833, a serva de Deus irmã Maria Luísa de Jesus (1799-1875), sua fervorosa devota. A Congregação da sagrada romana e universal Inquisição aprovou a revelação em 21 de dezembro de 1833. Dom Francesco De Lucia de Mugnano del Cardinale, com o auxílio do Bispo de Potenza, monsenhor De Cesare, obteve de Pio VII o corpo da mártir e um frasco de seu sangue, que foram colocados numa capela lateral da igreja Madonna delle Grazie onde, até hoje, se encontram.
Célebres devotos da santa foram: Leão XII, Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII, São Pio X, o Cura d’Ars, a serva de Deus Paulina Jaricot, a serva de Deus Maria Cristina de Savoia, o beato Bartolo Longo e padre Pio de Pietrelcina.
Copyright 2023 © Todos os direitos reservados